terça-feira, 2 de março de 2010


"Todo humano é santo e pode amar, sim!'"

Gostei muito das tuas palavras nos comentários da última postagem Rafael... "Autenticidade" descreve muito da personalidade de Cazuza. Seus versos fazem a gente chorar, rir, mergulhar em paraísos de paroxismos e emoções maravilhosamente irremediáveis.

Uma idéia de tatuagem que também tinha em mente antes era "Eu preciso dizer que te amo..."
Mas existem tantos versos lindos e que eu amo que vale mesmo é escrever o teu preferido!
Depois me conta...

O que mais impressiona no corpo da produção de Cazuza agora é a carga de esperança que ela suscita. Paradoxalmente, o monte de canções de desespero e lamento que nos deixou esse garoto que morreu tão cedo exala esperança. Mas o paradoxo é só aparente.
O tom desesperado está sempre cheio de gosto pela vida, e o lamento é antes sensualidade.
A força da esperança, no entanto, vem da obra em sua relação com a história da nossa música. E nossa história se tem contado privilegiadamente através da música popular.
Assim como Caetano diz- "Podemos chorar de saudade de Cazuza. Mas sempre tornamos a nos alegrar com sua presença divertida e desafiadora, PORQUE ELE É UMA DAS PESSOAS QUE MAIS SABEM EXPRESSAR ESTE FATO DIFICÍLIMO DE ENTENDER E ADMITIR: OS HUMANOS SOMOS TODOS IMORTAIS."
O tempo não para...


segunda-feira, 1 de março de 2010

Todo o amor que houver nessa vida ...



Não lembro bem quando eu "conheci" Cazuza... lembro que sempre escutei uma ou outra música, mas foi quando parei para assistir a sua história no cinema que encontrei o amor da minha vida.
Não tem nem um dia em que não me lembre dele, em que não cite alguma frase... tudo se encaixa, e principalmente quando não estou me sentindo muito bem paro para ler suas poesias e poemas e isso me acalma e conforta.
Hoje lembrei muito dessa música:

TODO O AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA
(Frejat/ Cazuza)

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo

Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria.

Em julho de 1983, Caetano Veloso incluiu a canção no show "Uns" e, antes de cantá-la, disse que Cazuza era 100% autêntico. Foi uma ajuda fundamental para a popularização do grupo Barão Vermelho.
Caetano Veloso- "A música Todo o amor que houver nessa vida é uma obra- prima. Cazuza era uma romântico autêntico. Isso foi o que deu á poesia dele um poder de comoção muito grande, porque ele era 100% autêntico e isso agente sentia.
Ele entrou na MPB com uma marca enormemente original, e seu trabalho com o Barão, e posteriormente sozinho, representa uma coisa grande, com um papel importante no desenvolvimento da história da música popular brasileira."
Frejat- " Nessa época, não tinhamos a menos idéia da dimensão que esse repertório iria tomar, porque na verdade, quando fizemos essas músicas, elas foram gravadas quatro, cinco meses antes de estourarem e um ano antes de Caetano se pronunciar.
Estávamos felizes, mas não tínhamos a menor idéia do que estava acontecendo. A letra é a cara da geração da gente e a música é um new wave travado pra caralho. Como letra, escapa do universo roqueiro, mas foi muito mal tocada."

Ps.: Tenho uma tatuagem nas costas escrito- Todo o amor que houver nessa vida.
Rsrs

Bem- vindos ao blog...
Beijos e Viva Cazuza!